Uma cena em qualquer lugar – duas pessoas que não se conhecem olham-se de repente, e seus corações tentam fugir do peito que os prendem com veias e artérias. Um forte sentimento acaba de nascer. Um grande sofrimento os espera: amar.
Em seus olhos brilham esperança e desejos. Em seus peitos batem corações solitários, e tudo se torna eterno em breves minutos de eufórica excitação.
Sabem que se atraem magneticamente como ímãs feitos um para o outro, mas percebem que tudo não passa de desejos efêmeros.
Cortam a multidão com olhares precisos, objetivos. Olham-se atentamente, profundamente, como se apenas eles existissem em um universo único, onde pessoas mecânicas transitam na rua como robôs, sem emoção.
Próximos, juntos, olham-se. Bocas abrem-se trêmulas e lentamente nomes saltam de seus lábios, e as mãos se abraçam em um aperto longo. Estáticos se olham e por um momento sonham que poderiam estar juntos em qualquer lugar desse mundo, mas percebem que podem, unicamente, ser amigos, bons amigos e nada mais. Despedem-se e choram em silêncio ao olharem para trás e lamentarem a partida do amor proibido entre os homens.
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