quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A primeira história...

Hoje é feriado. 

       Dizem que é dia de nossa senhora aparecida ou dia das crianças. As pessoas estão festejando porque não trabalham. Mas é feriado. Não importa a história do feriado, desde que não precisemos trabalhar, tudo bem! Todos ficam felizes, não é mesmo? Crise? Não existe crise. É feriado! 
       O que fazer em um feriado como este? há um belo sol visitando minha janela e preenchendo minha sala de calor. Ontem à noite o frio reinava e minhas pernas sofriam. Deitei desejando que houvesse sol. E vejam só! Deus é bom. Até no feriado! 
       A primeira coisa que fiz foi colocar a água para ferver. Não acordo antes de tomar um bom café forte e meio amargo. Muito açúcar deixa a vida doce demais. E tudo em exagero faz mal. Por isso prefiro o meio termo. Nem muito doce, nem muito amargo. Às vezes meu café fica forte de mais ou de menos, mas hoje eu acertei. Dizem que quando você acerta no café é porque existe paixão. Pode ser que seja isso! 
       Recentemente conheci um rapaz. Jovem. Animado. Humilde. Cheio de vida e amor. Talvez seja essa a razão de meu café ter ficado bom. A paixão faz café bom. Em seguida, lembrei-me de que eu tinha desafiado um amigo para um duelo em um jogo de cartas chamado yu-gi-oh! Não sei se os leitores sabem ou conhecem algo sobre isso, mas para os desinformados melhor parar de ler e pesquisar a respeito. Para os inteirados no assunto, continuemos...
       Verifiquei rapidamente se a casa estava em ordem. Receber um amigo com casa bagunçada não é muito bom. Mesmo que seja feriado.
         Tudo em ordem. 
         Próximo passo, olhei o que tinha na geladeira. É importante ter o que comer, não é mesmo? Como podemos desafiar alguém para um duelo e não oferecer algo para forrar o estômago durante as partidas
Impossível. E sem surpresa alguma, não tinha nada gostoso para oferecer. Neste caso, eu fiz uma pequena listinha e saí em direção ao mercadinho perto de casa. Comprei o básico para fazer um bolo e preparar lanches. Seriam o suficiente. Ao voltar para casa, preparei o bolo de abacaxi, estendi algumas roupas, varri a casa e preparei meu deck, não demorou muito até que meu amigo chegasse. Mas ele não veio sozinho.Trouxera uma outra amiga. Que maravilha! uma reunião de três amigos. O tempo passa tão rápido que nem percebemos. Conheço esses amigos desde os 12 anos. Dezessete anos se passaram e parece que nos vimos ontem.
        Convidei-os para entrar. Acomodaram-se nas cadeiras da cozinha, enquanto eu tirava o bolo de abacaxi assado do forno e preparava um outro café apaixonado. Comemos primeiro, conversamos sobre muitos assuntos. Há sempre muita coisa para contarmos quando nos encontramos, já que não nos vemos mais com tanta frequência por causa da rotina de cada um. Eu sou professor de inglês, trabalho em duas escolas e faço um curso de especialização na PUC-SP. Meu amigo duelista, trabalha na caixa econômica federal e minha amiga atualmente está sem trabalho, o desemprego entrou em sua vida de mala pronta decidido em ficar sem tempo determinado. Embora  ela seja formada em contabilidade, não teve oportunidades recentes de exercer a profissão. Mas torço que consiga um emprego em breve. 
         Comemos. 
         Era hora do duelo.
         Cada jogador pegou seus respectivos decks e acomodou-se na mesa, onde em poucos minutos se tornaria um campo de batalha...

terça-feira, 16 de agosto de 2016

É tarde, escrevo.
As ideias que surgem em minha mente estão borbulhando. É como ferver água para fazer café. Gosto de café, creio ser uma deliciosa bebida em momentos de conversa íntima com algum amigo. Me pergunto se ainda tenho algum amigo para compartilhar uma xícara de café. Sinto falta, ás vezes, de estar com amigos. Alguns amigos, é claro! E de vez em quando não sinto falta alguma. Prefiro solidão. E como tenho me sentido sozinho por algum tempo, por minha própria ganância de querer não estar com alguém, decidi, depois de muito tempo sem escrever o que penso, retomar minha rotina nas palavras. Meu pensamento mudou muito desde a última vez que escrevi. Já não sei se escrevo por sentimento ou simplesmente como uma forma de esvaziar a mente. O que sei é que devo escrever. Não faço a mínima ideia do assunto que quero desenvolver nestas linhas. Não me importo. Só quero escrever. Nem sei se alguém vai ler ou está lendo neste momento, mas se houver leitor para minhas palavras, aí vai um aviso: não se deixe convencer pelo meu drama. Só escrevo para passar o tempo e esvaziar um pouco minha mente que borbulha como água de café. Quero deixar minha mente borbulhar até que não exista mais água. E caso eu mude de ideia, talvez eu transforme esse meu pesar em um ótimo drink para ser apreciado aos poucos.

Então, relaxe e delicie com o que vou lhe contar...

domingo, 31 de maio de 2015

Perspectiva

Deste lado do espelho
vejo um outro mundo se formar
depois de juntar os pedaços
que partiram-se no ar
recolhi-os aos poucos
tentando não me perder
fui colando uns nos outros
sem no entanto esquecer
que cada pedaço partido
era uma parte de mim
reconstruí um caminho
que não conseguia seguir
e diante desta miragem
vou seguindo a história
de uma nova passagem
que eu vejo agora.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Out

Many things I would like to say
but my words are empty
I do not know how to express
the feelings I feel inside this painfull heart.

Memories of moments I passed
just crosse my mind
I have difficulties to organize
what I really want to find
In this fainfull life.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Revolta

Canto a Liberdade
em meio a falsidade
dos que me cercam.

Canto a Liberdade,
essa dolorosa Verdade
dos que observam

A loucura mais que insana...

Ao som nostálgico,
imagens catálogos
vertigens de sonhos destruídos

surgem aos poucos
fazendo piruetas
no ar perto do Abismo

de coisas soturnamente inúteis.

Passa na caixa preta
imagens de um Brasil patético...

São muitos os incompreensíveis
pensadores desse século...

Passa na caixa preta
imagens de um Brasil caótico
desprovido de Futura Pátria Mãe.

sábado, 18 de outubro de 2014

Pão

Estou sozinho na escuridão.
Não há luz neste vagão.
O trem vai partir em breve
e minha mãe não colocou o pão
que ela costumava fazer
sempre aos Domingos.

Sinto saudades do gosto forte
e peculiar daquela massa de pão.
Lembro-me do recheio doce.
E do carinho que ela costumava ter
mais com o pão que comigo.

Passado tanto tempo,
percebo em meio ao vagão
uma estranha imagem
segurando um estranho pão.
Seria o fantasma de minha mãe
ou a lembrança de um pão perdido?

O pão da minha infância
perdeu-se para sempre.
Minha mãe se foi
E o trem está partindo.
Agora, um novo começo
me traz um aroma diferente.
Não é pão, não é pão.
O trem está partindo,
Não é pão...
À medida que a viagem se estende,
sinto um cheiro forte e diferente.
Não é pão.
Vejo algumas pessoas dormindo.
Outras estão lendo.
Não é pão.
O cheiro fica mais presente...

Acordo de repente,
E ouço meu pai dizendo:

" Filho, o café está na mesa".

Borboletas

Metamorfose, transformação.
Sou casulo na solidão
em dias frios.

O tempo passa, escuridão.
Em tela branca, borrão
de tinta anil.

Não basta querer mudar.
É preciso esforço pra recomeçar
e perceber o erro de outrora.
Não basta querer voltar
sem se dar conta do mar
que encontramos lá fora.

Mar - imensidão de águas violentas,
Mudança - metamorfose lenta
que vai acontecendo aos poucos.
Mar - pessoas que não se falam
Mudança - amigos que se distanciaram,
E no fim vão me chamando de louco.

Metamorfose, transformação.
Sou casulo na solidão
em dias frios

O tempo passa, escuridão.
Em tela branca, borrão
de tinta anil.

Das muitas coisas que quis guardar,
não me restaram memórias
no fim são só histórias
de uma mudança certa.

Eu e as borboletas!!!!