sexta-feira, 28 de maio de 2010

Onde estão as esmeraldas

as jazidas e os jardins

onde estão todas as rosas

maragaridas e jasmins

neste lodo de cidade

onde meu deus encontra-las

quando poderei ama-las

sem que me passe a idade

olho os campos destruidos

procurando por estas flores

que me levem ao paraiso

em minha busca por amores

os meus sonhos iludidos

se desfazem com estas dores

A vida é um deserto, em que nós encontramos cactos.
O amor é como o sol
até mesmo cactos secam por falta de àgua
E a àgua? O que é?
Nada mais é do que o sentimento
que preenche todo o espinho que até uma rosa sente.
Qual é a diferença entre rosa e cacto senão o sentimento que lhes completa?!
Rosa, cacto e espinho.
Amor, sofrimento e duvida...
Por que não ser subjetivo?
Por que não se esconder atrás de metáforas?
O que há de belo nos enigmas,
Quando não os podemos compreender?

Por que ignorar o que se sente
E não admitir nova paixão?
Por que se torturar, e simplesmente
Não aceitar outra solução?

Não olha nos olhos de quem o ama?
E se esconde atrás da questão.
Um dia, esse amor que é chama
Queimará em um outro carvão.

Nas oras vagas

Gosto de fazer poesia

Quando não tenho nada a fazer

Em meus pensamentos vago

Procurando por idéias

Que me possam úteis ser

Eis que um poema nasce

São idéias juntas que formam-se

Em lugares diferentes separadamente

Em casa

No trabalho

Na escola

No ônibus

E quando paro

Penso e resgato essas idéias soltas

Unindo-as como uma ávore de palavras

Para que possa dar o fruto de um poema meu

É sr. JimiFive...

Tua complexidade me fascina, e geralmente me irrita...
Somos assim... Oposto que se atraíram...
Dois anos já se passaram... Alianças e até casa...
Idas e vindas... Laços e "deslaços"...
Bjos mil... Sexo demais... Meu número, seu número...
Idas e vindas... Retornos e abandonos...
Amor, paixão... Tudo misturado...
Acostumados um ao outro...
Família envolvida...
Minha familia é tua familia também...
Amigos envolvidos...
Seus amigos agora são meus amigos também...
Com voz ou sem voz...
Digitando ou em silêncio...
Sempre nos falamos...
Eu conversos com seus olhos...
Entendo sua respiração...
Você... talvez me conheça assim também...
Irritações... Porquês... Reconciliações...
Reclamações e elogios...
Incansáveis e repetidos: Eu te amo...
Tem sido isso... nós dois...
Relacionamento que abre e fecha sem que percebamos...
Tem sido isso...
Cheios e vazios... Com tudo e com nada...
E ae? O que dizer? O que fazer?
Confesso... Não sei...
Se continuar... Tudo fica assim!

E se não continuar

R.S.B

Previsão

Há quanto tempo não me distraio

Há quanto tempo não penso em mim

O mundo se transforma em forma

E minha vida se deforma em normas

E coisas e responsabilidades vãs

Há quanto tempo não me distraio

E me olho no espelho da sorte.

Hoje estou certo que não viverei

Hoje estou certo que morrerei

Hoje estou ciente e consciente de minha sina

Hoje ouço o som dos sinos de cima...

Me chamam...

Me chamam...

Me chamam...

Há quanto tempo não me sinto só

Há quanto tempo perdi minha solidão

Há quanto tempo deixei a tristeza

Há quanto tempo deixei de sofrer

Hoje estou certo que não voltarei

Hoje estou certo que continuarei

Hoje estou certo do caminho a seguir

Hoje estou ciente e consciente do por vir...

Morrerei?

Histórias

Atenção meus caros leitores
Atenção senhoras e senhores
Atenção lhes peço por favor

Abaixo nestas linhas tortas
Hei de lhes dizer lorotas
Sem me importar com a dor

Histórias de uma vida inerte
sem nenhum mistério aparente
sem sal, sem gosto, sem cor

Viagens a lugares estranhos
Pessoas de vários tamanhos
E um sol a nunca se por...

Minha mente constrói imagens
quando aprecio paisagens
que jamais há de ser um fator

real nas minhas aventuras
de ontem de hoje ou futuras
sozinho sempre a depor

Lamentos, reclamações
sofrimento de corações
que tentam encontrar Amor...

Por baixo da Lua...

Era de noite
A Lua sofria
Amava, ah
Como ela amava...
E ninguém sabia
que seu grande amor
De noite não vinha.

Chorava a Lua
Orvalho triste
Nas folhas verdes
Da floresta nua
" Sol" a lua dizia
"Dê-me um pouco de calor"
"Lua" O sol brilhava
"Dou-te mais, Dou-te amor"
"Mas como amar-te
se, quando venho,
estás a se por?"

Lua, gostosa imagem,
cheia de brilho que o sol lhe dá,
Me ensina a amar.
Como fazes para suportar
A noite inteira?
E quando Ele chega, ligeira
vais se deitar?
E ainda ama
suporta
chora
sofre
e a
m
a
?

A Cidade Perdida

Posso ver desfiladeiros,

Montanhas, mochileiros

E muitos mistérios de um mundo de antes.

Posso ver em cada parte

Pedras, beleza, arte,

Momentos de outrora, espíritos errantes.

Posso ver entre as ruínas

Chachabamba, Winaywayna, Intipunku,

O trabalho de um povo, uma nação.

Posso ver a harmonia

Que antes vivia

A natureza e um coração.

Não sinto cansaço em meus pés.

Não sinto minhas retinas fecharem.

Subo escadas em direção ao céu.

Vejo nuvens entre Rochas dançarem.

Não sinto minhas pernas pararem,

Contemplo do alto esse antigo museu.

Posso ver desfiladeiros,

Montanhas, mochileiros

E muitos mistérios de um mundo de antes.

Posso ver em cada parte

Pedras, beleza, arte,

Momentos de outrora, espíritos errantes.

Nunca esquecerei da visão que tive

Dos distintos traços da Cidade Perdida,

Que um dia teve vida e hoje não tem mais.

Nunca deixarei minhas lembranças esquecidas

Desse povo antigo, dessa cultura audaz

“ Quando a morte conta uma história, devemos parar para ouvi-la”

O jardim da morte

Um dia, quando estava em meu jardim,

Percebi que faltavam duas flores.

Saí pelo mundo e encontrei duas Rosas,

Nascidas iguais, com as mesmas cores.

À Rosa primeira disse-lhe três vezes –

Rosa, meu anjo, meu querubim,

Sejas o brilho do meu jardim –

E a Rosa olhando-me dizia assim –

Não quero e não posso, não devo partir.

Minha irmã sofre e precisa de mim.

A Rosa segunda dormia, coitada.

Tentei acorda-la, sofria calada

E à Rosa primeira disse-lhe três vezes –

Rosa, meu anjo, meu querubim,

Sejas o brilho do meu jardim –

E a Rosa olhando-me dizia assim –

Não quero e não posso, mas se talvez

Minha irmã salvasse, levasse-me de vez.

Acendi duas velas e deixei-as brilhar

E disse à primeira – Se ela acordar,

Levarei só as velas e nenhum rubi.

Se uma das velas antes sumir,

Levarei os dois anjos para meu jardim.

As velas queimavam, as chamas subiam,

A Rosa sorria, a outra dormia,

O tempo passava e a esperança esvaia.

Aquelas lindas flores no meu jardim eu queria,

Desejava as duas Rosas para mim.

As velas brilhavam cada vez mais forte.

A Rosa primeira contemplava a sorte.

A Rosa segunda sentia o fim.

Mas entre as Rosas do mundo,

Uma das velas perdeu sua luz.

A Rosa primeira, antes feliz,

Olhou-me com medo de tal inversão.

Diante da cena, da sina em questão,

Segurava a outra e dizia assim –

Não leve-as não, não vou resistir.

Nascemos irmãs, não tire-a de mim.

A outra, exausta, tadinha

Sofria e pensava – deixai-me dormir.

Lindas Rosas

Que encontrei no mundo

O que seria do meu jardim

Se por ventura abandonasse uma

E sem amor deixasse a outra dormir?

Nem uma, nem outra levei comigo

Porque a chama não se apagou.

A vela, antes sem vida,

Reacendeu porque a outra acordou.

Beija-Flor

Conheci um beija-flor e me apaixonei.

Mudei minha vida, minha casa mudei,

Mas agora sinto mais solidão.

Sofro por não o conhecer.

Cometi muitos erros, tentei esquecer

O mau que causei ao seu coração.

Olho à janela e não o vejo.

Sinto saudade e desejo

De algum dia vê-lo voltar.

Sento e observo na calçada

As pessoas passarem, dando risadas.

Olho para o céu – não o vejo voar.

Nada preenche esse abismo profundo

Que em meu peito deixou o amor.

Sinto a passagem do tempo e do mundo.

Onde estará o meu beija-flor?

Sinto a passagem das horas de agora

Que nunca, jamais voltará.

O pássaro que cantava outrora

Foi embora e deixou de me amar.

A verdade

Vivo para encontrar uma Verdade
Destas que se perdem pelo caminho
Não me satisfaço em vaidade
Penso em voar como passarinho

Vivo e tento compreender a Amizade
Até que ponto alguém vive sozinho?
Não me desfaço em caridade,
mas compaixão tenho pelo vizinho.

Vizinho - companheiro de viajem
Por que tanto medo da vida?
Sozinho não passará por esta arajem

tão estreita e distante descida
Dou-lhe minhas mãos nessa passagem
que a Verdade só encontro na ida...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Conselho

Sabe, você devia ler poesia.
O dia fica tão diferente.
Você se prende à realidade
Pra quê? Pra ser doente?

Vozes

Na noite gelo
geada cai
gente com frio
na noite sai
perambulando...

Vagarosamente os trilhos de
um trem saem do caminho.
quem vem? quem vem?
Lá foi-se lá ficou...
Onde onde estou?
Vagando à vontade o vazio,
vastificando a sombra de um rio
rio negro rio fundo rio sangue.
Maldita vaga que ficou no trem...

Vozes vorazes vultosas vozes
na vaga sombra que ficou de mim
Tormento vago, verdadeira Esfinge
gemido solto sem saber se finge
vozes de hoje ou passadas vozes
varando sonhos, varrendo gentes...