quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Out

Many things I would like to say
but my words are empty
I do not know how to express
the feelings I feel inside this painfull heart.

Memories of moments I passed
just crosse my mind
I have difficulties to organize
what I really want to find
In this fainfull life.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Revolta

Canto a Liberdade
em meio a falsidade
dos que me cercam.

Canto a Liberdade,
essa dolorosa Verdade
dos que observam

A loucura mais que insana...

Ao som nostálgico,
imagens catálogos
vertigens de sonhos destruídos

surgem aos poucos
fazendo piruetas
no ar perto do Abismo

de coisas soturnamente inúteis.

Passa na caixa preta
imagens de um Brasil patético...

São muitos os incompreensíveis
pensadores desse século...

Passa na caixa preta
imagens de um Brasil caótico
desprovido de Futura Pátria Mãe.

sábado, 18 de outubro de 2014

Pão

Estou sozinho na escuridão.
Não há luz neste vagão.
O trem vai partir em breve
e minha mãe não colocou o pão
que ela costumava fazer
sempre aos Domingos.

Sinto saudades do gosto forte
e peculiar daquela massa de pão.
Lembro-me do recheio doce.
E do carinho que ela costumava ter
mais com o pão que comigo.

Passado tanto tempo,
percebo em meio ao vagão
uma estranha imagem
segurando um estranho pão.
Seria o fantasma de minha mãe
ou a lembrança de um pão perdido?

O pão da minha infância
perdeu-se para sempre.
Minha mãe se foi
E o trem está partindo.
Agora, um novo começo
me traz um aroma diferente.
Não é pão, não é pão.
O trem está partindo,
Não é pão...
À medida que a viagem se estende,
sinto um cheiro forte e diferente.
Não é pão.
Vejo algumas pessoas dormindo.
Outras estão lendo.
Não é pão.
O cheiro fica mais presente...

Acordo de repente,
E ouço meu pai dizendo:

" Filho, o café está na mesa".

Borboletas

Metamorfose, transformação.
Sou casulo na solidão
em dias frios.

O tempo passa, escuridão.
Em tela branca, borrão
de tinta anil.

Não basta querer mudar.
É preciso esforço pra recomeçar
e perceber o erro de outrora.
Não basta querer voltar
sem se dar conta do mar
que encontramos lá fora.

Mar - imensidão de águas violentas,
Mudança - metamorfose lenta
que vai acontecendo aos poucos.
Mar - pessoas que não se falam
Mudança - amigos que se distanciaram,
E no fim vão me chamando de louco.

Metamorfose, transformação.
Sou casulo na solidão
em dias frios

O tempo passa, escuridão.
Em tela branca, borrão
de tinta anil.

Das muitas coisas que quis guardar,
não me restaram memórias
no fim são só histórias
de uma mudança certa.

Eu e as borboletas!!!!