quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Conto III

Um triste passado

Naquela noite fria e sombria, o silencio parecia querer expressar o que estava preste a acontecer com minha família e minha vida. Eu não estava preparado e ainda me pergunto porque aconteceu aquilo justamente com minha família, minha vida, se nunca desrespeitamos os Deuses dessa Terra, se nunca proferimos blasfêmias contra nenhum deles, mas agora os Deuses não me importam mais, apenas um, o único que estendeu seu calor quando eu estava coberto pelas trevas geladas da escuridão noturna, o único que me trouxe de volta a luz, Azgher, e me deu forças para lutar contra as criaturas que destruíram meu lar e assassinaram minha mulher e meu filho. Agora posso dizer que estou pronto para cassá-los e destruí-los.

Era lua cheia e estávamos todos em casa descansando do dia cansativo que tivemos, minha mulher, Leandra, estava na cozinha preparando o jantar enquanto meu filho e eu estávamos nos aquecendo próximo da lareira que no momento estava ficando sem lenha. Tony, meu filho de 12 anos, cabelos castanhos e lisos partidos no meio e olhos castanho claro, olhava fixamente para o fogo e logo tinha me perguntado algo que havia me deixado surpreso"Por que existem tantas coisas diferentes nesse mundo e Deuses diversos?" Uma pergunta intrigante que no momento não respondi corretamente, apenas disse "Não sei filho, o mundo pertence aos Deuses e sendo assim, eles podem criar o que quiserem, mas algo e certo, nunca desrespeite um Deus."

A janta já estava quase pronta e o fogo quase já estava perdendo suas chamas por falta de lenha, então resolvi buscar um pouco mais no quintal. Tínhamos muita lenha, pois sabíamos que o inverno estava chegando e deveríamos estar preparados. Levantei-me e fui. Talvez se eu não tivesse saído naquele momento, eu teria evitado o que aconteceu, talvez eu os teria salvado.

Quando saí achei estranho aquele silencio. Nada além de nada, tudo que eu conseguia ver era o local em que costumava guardar as lenhas prontas para serem usadas, logo percebi que algo muito estranho estava acontecendo, pois conhecia cada centímetro do meu quintal e saberia descrevê-lo ate de olhos fechados.Percebi a presença de seres estrangeiros, seres que não eram humanos, seres influenciados pelas trevas.

BUM...

Destruição.

AAAAAHHHHHHH...

Desespero.

PAAAAAAAAI.

Meu filho.

Algo tomou conta de mim e paralisou meu corpo totalmente naquele momento, justo no momento mais desesperador da minha vida e o ultimo momento da vida da minha família. Em um breve momento achei que tudo estaria acabado porem minha coragem não havia me abandonado completamente e assim fui capaz tentar socorrê-los.

Quando entrei em casa, cego pelo desespero, não vi absolutamente ninguém na sala, mas os vestígios da destruição eram evidentemente devastadores e rastros de sangue seguia-se para todos os lados e direções, no entanto o que havia me guiado ao lugar certo foram os gritos de Tony, na cozinha, eles estavam em sérios apuros, pois o que estavam tentando enfrentar não era um ser humano, mas uma criatura horrenda.

Dois metros de altura, totalmente coberto por pelos que lembrava um animal, parecia-se com um cachorro deformado e gigante, suas patas dianteira eram uma mistura de pe humano e pata animal e suas garras eram enormes e afiadas. Seus olhos amarelados e suas presas mostravam o ódio e a intenção de matar.

Em um movimento repentino, sua garra arrancara a face do meu filho enquanto suas presas mastigavam minha mulher em seu ultimo suspiro de vida. Com um uivo alto e assombroso, parecia se comunicar com outros... e provavelmente estava.

Meu coração já não estava mais querendo continuar a sustentar meu corpo, minha mente já não conseguia pensar em nenhuma maneira de escapar e eu... já não tinha mais motivos para viver.

Logo aquele local estaria infestado de monstros e eu não teria nenhuma chance de escapar a menos se tentasse uma fuga naquele exato momento, então me lembrei da arma.

Como eu pude ter esquecido de um elemento tão importante naquele dia? Talvez por causa do choque emocional que eu estava passando tenha bloqueado minha mente e assim eu não pude raciocinar corretamente, esquecendo-me da arma que possuía e que ela estava guardada a poucos metros da cozinha, na sala.

O monstro pareceu ter se lembrado que mais alguém poderia servi de janta, eu. Olhando para mim fixamente, movimentava-se aos poucos. Não tive escolha, corri o mais rápido que pude ate a sala como esperanças de conseguir pegar minha arma, que poderia salvar pelo menos minha vida.

Inexplicavelmente minha arma parecia que estava esperando por mim, a vista no chão da sala como se alguém a tivesse colocado lá de propósito, para me ajudar. Porem logo que peguei minha arma percebi que a criatura estava muito perto de mim, pronta para me atacar com suas presas enormes e afiadas, mas a feri primeiro com minha espada.

Foi tão rápido e repentino que a impressão que tive naquele momento de não ter sido eu a atacar mas sim a aspada em minha mão, que pareceu ter vontade própria. Não importa, o que realmente importa foi a grave ferida que deixei, ou melhor, que a espada deixou naquele monstro, possibilitando minha fuga desesperada em busca da sobrevivência.

E aqui estou, sozinho, em busca de vingança e farei qualquer coisa para consegui-la.

Talvez não saibas o quanto preciso de ti.

Em ti quero estar envolvido em amor ardente.

Nos teus seios embebedar-me sedentamente.

Em teus olhos lembrar-me que de amor morri.

No luar, iludir-me que te senti.

No altar da morte olhar-te, loucamente.

Na ilusão de encontrar-te, de repente,

Saber o quanto, por ti, me iludi.

E tentar esquecer-te

Mas cada momento lembrar-me eternamente

E minha alma desejar a ti somente

E não conformar-se que te perdi.

Talvez não saibas o quanto preciso de ti.

Meu Deus e Minha Sina

Meu Deus e minha sina

Meu santo sacrifício

Minha amada mãe

Por que não me disseste

Por que escondeste de mim

O que evidente se encontrava

O que mortalhas não podem cobrir

Padeço inescrupulosamente

Sem nem mesmo ser julgada

Sou fruto do pecado

Sou a desgraça da vida

O que farei então...

Eu desde cedo já sabia

Já tinha em minha alma enraizada

Pois um anjo já me havia revelado

O que evidente se encontrava

Meu Deus e minha sina

O que farei então...

As estrelas me observam

E clamam minha presença entre si

Irei ter com elas no céu

Irei desfalecer de sofrimento

Irei morrer renegada

O que farei então...

Oh como sofro indescritivelmente

Como sofro sem ao menos entender

Por que não me queres mais, minha mãe

Por que me queres abandonar solitária

Pois, sozinha não viverei

Morrerei e serei estrela.

È chegada a hora exata

O tempo em que sinto

No peito o próximo fim

Quando respiro o ar

Entra cortando lâmina

De aço em meu pulmão.

Meu coração trabalha

Lentamente secamente

Pobremente esperando

Meus olhos são nuvens

Minha boca é terra

Meu espírito é o céu

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tango

Ao suave toque do piano argentino

Eu ouço o tango se desenrolar no chão

Eu danço, sonho e volto para a realidade

Não penso em nenhuma distração

Estou cansado, mas não desisto

A nostalgia me atinge os pés

Continuo a rodar, não paro. Resisto.

Muitas pessoas me olham no salão

e sinto a presença onisciente do desejo

que sentem em me ver sonhar?

enquanto o tango grita e me faz dançar

Homem - que dança a vida como um tango

Não sente medo da sorte ou da morte?

Música - que faz o homem querer viver

Não canta a morte, só o prazer.

Num giro incerto, de improviso

O homem anda, roda e dança

Leva a mulher em seus braços

Impõe-lhe o passe, a deixa

E a escolha é se ela aceita

Ou não ou volta ou anda ou dança

Num giro certo de quem sabe sonhar

Gira um mundo todo em seus pés a dançar

Enquanto o toque, o som, o violino

A dança - o tango argentino

Toca e volta e toca e faz o homem girar

Morte – Qual a sua vitória

Sob aqueles que sabem dançar?

Desviam-se de seus laços

E giram no chão do salão.

Vida – Qual o seu propósito

Para aqueles que querem sonhar?

E não se importam em girar

E dançam não com os pés, mas com o coração.

O mundo é um grande palco de danças

Onde dançamos o tango da vida sempre

Onde aprendemos a amar e viver sonhos

Onde vivemos desejos e medos

O mundo é um grande salão

Onde pessoas tentam encontrar seu par

Para que possa a vida dançar

Para que Juntos aprenda a amar

E o tango é a paixão

Que lhes faz girar e dançar e sonhar

O tango é revolução

É o desejo de Libertação

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011


Professor

Do fundo do poço

Do vale das lagrimas

De eterno pesar

Se enche minha alma

E em torno de tudo

De todas as coisas

De olhares distantes

De falso pensar.

Do fundo do vale

Do poço de sangue

Que escorre entre os dedos

Malfeitos da morte

De forma uniforme

Transforma reforma

Destrói ou transtorna

E volta a criar.

Não há um sentido

Para poucas palavras

Que poucos conhecem

E as deixam estar.

Não há uma só vida

No centro do mundo

Na volta e revolta

Que o mundo nos dá.

Meu deus! Que desastre

Que falta de senso

Não há um bom senso

Nem mesmo um pensar.

Que coisa de prole

Não é a cultura

Que poucos dominam

E a deixa estar.

E dizem – não tentes

Não sejas tão bom

Nem tenhas ‘speranças

Com almas tão pobres.

Que estes perdidos

Não tem salvação.

E digo a vós todos

Que sou um guerreiro

E quero lutar

Enfrento o monstro

A morte e o mar

Eu sou o que educa

Aquele que luta

Para vos ensinar.

Rosas e Lírios...


Rosas e lírios

Flores e amores

E tudo que existe de bom

Tudo que existe por existir em mim

Tudo que desejo por desejar em mim

Tudo que ainda não tenho de meu,

Mas tento me conformar e ser menos triste do que sou.

Palavras mudas,

Palavras surdas,

Palavras sem mãos,

Palavras sem som,

Palavras minhas

Sem sentido algum

E mesmo assim sinto

Que as palavras querem

Se comunicar comigo.

Dentro de mim,

Dentro de mim há um alguém,

Dentro de mim há um outro além,

Um abismo profundo em minha alma

Que me prende ao chão e me deixa estar sozinho.

Dentro de mim há um novo mundo desconhecido.

Dentro de mim há algo para descobrir

E sentir que existe um mistério

Que não podemos fugir.

Tenho lembranças de um sonho

Que tive enquanto vivia

Um sonho distante e distante

Onde eu me sentia feliz

Neste meu sonho eu estava

Com outra pessoa que me amava

E me fazia feliz

Neste meu sonho que eu sonhava

Dormindo tranqüilo, falava

Que um dia teria que acordar.

Não queria acreditar

Na realidade daquele instante,

Daquele sonho distante e distante,

Mas que se aproximava da verdade.

Iria acordar realmente

E sentia de repente

Muita muita muita dor...

Rosas e lírios

Flores e amores

E tudo que existe de bom

Tudo que existe por existir em mim

Tudo que desejo por desejar em mim

Tudo que ainda não tenho de meu,

Mas tento me conformar e ser menos triste do que sou.

Conto II

Lembrança

A lua brilha no céu, ruas desertas, e apenas dois homens encontram-se no centro daquela pequena cidade:

" Não faça isso." Um homem vestido completamente de preto, aponta uma arma em direção ao outro.

" Você não entende, eu devo..."

" Não faça isso, lhe imploro, pois não quero fazer o que você me obrigará a fazer caso prossiga." O homem de preto insiste e a arma ainda apontada ao outro, que parecia não temer a ameaçadora pistola à sua face, aproxima-se.

Ennis levantou-se lentamente e olhou profundamente nos olhos de seu agressor. Naquele momento ambos os homens, ali presentes, viajaram a um outro lugar, outro mundo, parados, imóveis, olhavam-se nos olhos um do outro até perceberem a absurda cena que estava acontecendo.

" Somos irmãos, Roland"

" Sim, eu bem sei, mas você passou dos limites, não deveria continuar ou eu não terei outra escolha, a não ser entregá-lo ao Rei."

" É o meu trabalho, Roland, e você infelizmente está do lado errado."

" Não sou eu quem está do lado errado.Trabalho para o Rei, e o Rei, é a força absoluta e correta escolhida para governar."

" Mas que governo é este, onde as pessoas não têm segurança e morrem na miséria, porque o Rei está preocupado demais em conquistar novas terras?Enquanto o povo definha e sofre violências cada dia mais..."

"BASTA!" A voz de Roland transpassou o ar ressonando como trovão e dissipando-se como um relâmpago.

" Não permitirei que maldiga o Rei em minha presença." Disse Roland, agressivamente, apontando cada vez mais perto, sua pistola erguida, contra seu próprio irmão.

Ennis, faz parte de um movimento contra o Rei, que luta pelos direitos do povo e cobra do Rei suas promessas de melhoria. Enquanto Roland trabalha na guarda real, seu trabalho consiste em criar e armar o exército do reinado. Ele é um gênio e é capaz de construir armas tecnologicamente superiores às armas daquele tempo antigo. Roland é capaz de manusear armas de fogo e utilizar a pólvora, em outras palavras, Roland é um pistoleiro.

Um encontro entre eles nunca havia acontecido após a separação, ao 17.Cada um seguiu seu próprio destino: Ennis aliou-se aos Rebeldes, realizando movimentos revolucionários pela população;Roland foi contratado para trabalhar na armada real, após terem descoberto seus dons geniais.Porém, o primeiro encontro entre eles, após tantos anos, estava acontecendo em circunstâncias difíceis e contraditórias.

Ennis estava fugindo dos cavaleiros que receberam ordens de prenderem ou matarem os Rebeldes,se necessário. Roland sabia que seu irmão fazia parte dos Rebeldes e decidiu procurá-lo,juntamente com os cavaleiros, para encontrá-lo primeiro e convencê-lo a desistir do que fazia, no entanto, Ennis estava disposto a não mudar de lado.

"Roland, você não percebe a crueldade do Rei contra nossa gente?" Ennis continua a insistir sem temer a pistola que Roland segura.

" Não há crueldade. O povo apenas não tem noção de quanto trabalho o Rei tem, para sustentar seu Reinado, oferecendo proteção a todos." Roland argumentou.

" Desista de participar desses movimentos indesejáveis contra o Rei ou acabará sendo morto pelos cavaleiros." Disse Roland.

" Antes a morte que unir-me a um Rei devasso, egoísta e impetuoso, que não importa-se com as pessoas, apenas consigo mesmo. Enquanto existir desigualdade social, eu e meus companheiros, lutaremos até o fim." Ennis rapidamente girou o corpo em direção a Roland, e sacando uma espada escondida em suas vestimentas, atacou-o verticalmente, desarmando-o e mudando o ato da cena anterior. Roland, agora, encontra-se desarmado e ameaçado pela lâmina afiada e lusente da espada de Ennis.O homem de preto não temia a ameaça daquela arma perigosa, assim como seu irmão não temeu sua pistola, apenas passava o olhar atento, da espada aos olhos de Ennis.

A lua brilhava no céu, mas naquele instante escondia-se por entre as nuvens nebulosas, lançando sombras e trevas sobre eles.O ar pesava em seus pulmões e o frio rossava-lhes à face. Ennis não havia percebido o que Roland percebera, e esse erro o custaria a vida.

Distraído, Ennis apenas teve tempo de virar-se e livrar-lhe a cabeça da decapitação, pois um cavaleiro surgira à galope atacando-o, surpreendentemente, pelas costas. Ennis desequilibrou-se e caiu, enquanto o bravo guerreiro dava meia volta em seu cavalo de guerra, e preparava-se para um próximo ataque.

" Roland" Gritou Ennis " Não desistirei dos meus ideais." Ergueu-se empunhando a espada bravamente, e atento, esperou o cavaleiro inimigo.

" Não precisa ser dessa maneira, Ennis" Gritou Roland " O Rei não está contra o povo. Está à favor do povo."

As espadas colidiram-se, e o som dos dois metais brandiu altamente. O cavaleiro caiu. Sangue escorreu pela face de Ennis, suas pernas vacilaram de repente e ajoelhou-se, apoiando com a espada. Ennis não teve forças para levantar-se, logo não teria forças para defender-se novamente, pois o cavaleiro estava de pé com a espada erguida às suas costas, para o ataque final.

Um tiro.

Apenas um tiro foi preciso para matar o guerreiro da espada erguida. Roland, mais que de repente havia sacado uma de suas muitas pistolas que carregava consigo. Aproximou-se de seu irmão, segurou-o nos braços e olhou-o atentamente.

" Eu lutei por justiça, meu irmão..." Ennis tentava unir forças para falar, mas não conseguia mais do que seis palavras, que eram fracas e cansadas.

" Não..." Tentou, mas não conseguiu.

" Ennis, não morra!" Roland inutilmente pedia a alma de seu irmão a não deixá-lo abandonado, sozinho.

Ennis não falou mais, largando-se molemente entre os braços de Roland.Ele morreu rapidamente à luz da lua incandescente no céu, que o recebia junto a si em algum lugar no paraíso.

Roland derramou,suas únicas e últimas,lágrimas de dor e sofrimento. Seu único irmão, após tanto tempo de espera para reencontrá-lo, havia morrido em seus braços. Seu sofrimento era imenso, seu amor transformava-se em remorsos e dúvidas. E se Ennis estivesse certo? E se o povo estiver realmente precisando de ajuda? E se ele, Roland, estivesse do lado errado? Dúvidas que surgiam no seu coração, pensamentos que aprofundavam-se em um túnel obscurecido de incertezas. O que Roland deveria fazer? Não sabia.

Mais uma vez a lua brilhante escondia-se nas nuvens, e Roland paralisado, distraído, indefeso, sentiu uma dor repentina na cabeça, não sabia o que estava acontecendo, tudo havia se tornado obscuro, não era possível enxergar coisa alguma, sentiu o cheiro da terra úmida e fria do chão e viu, com dificuldade, um vulto de homem que o tinha agredido na cabeça. Seus sentidos o abandonaram, e sua dor foi levada juntamente com suas memórias.

O sol estava brilhando naquela manhã quando Roland acordou, sem lembrar-se do acontecido da noite anterior, viu o corpo de um cavaleiro morto. Não lembrou-se do que aconteceu a Ennis e onde ele estava. Observou o ferimento que tinha matado o cavaleiro e percebeu que fora ele mesmo que o tinha matado. Por quê? Como? Uma lembrança misteriosa que Roland não consegue resgatar.