
Professor
Do fundo do poço
Do vale das lagrimas
De eterno pesar
Se enche minha alma
E em torno de tudo
De todas as coisas
De olhares distantes
De falso pensar.
Do fundo do vale
Do poço de sangue
Que escorre entre os dedos
Malfeitos da morte
De forma uniforme
Transforma reforma
Destrói ou transtorna
E volta a criar.
Não há um sentido
Para poucas palavras
Que poucos conhecem
E as deixam estar.
Não há uma só vida
No centro do mundo
Na volta e revolta
Que o mundo nos dá.
Meu deus! Que desastre
Que falta de senso
Não há um bom senso
Nem mesmo um pensar.
Que coisa de prole
Não é a cultura
Que poucos dominam
E a deixa estar.
E dizem – não tentes
Não sejas tão bom
Nem tenhas ‘speranças
Com almas tão pobres.
Que estes perdidos
Não tem salvação.
E digo a vós todos
Que sou um guerreiro
E quero lutar
Enfrento o monstro
A morte e o mar
Eu sou o que educa
Aquele que luta
Para vos ensinar.
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