" Vocês precisam chegar na terra sagrada dos elfos e entregar este
pergaminho para o grande rei. Provavelmente ele lhes entregará um objeto
muito, muito importante. A partir desse momento, suas vidas estarão em
risco mortal. Retornem com esse objeto intacto custe o que custar e
resolverei o restante. Nobres guerreiros, o destino de toda Kanor
depende do sucesso dessa importante missão. Não tenho nada mais a
oferecer além das vidas que dependem unicamente de todos vocês. Vão em
segurança e que todos os deuses estejam do nosso lado."
Os
aventureiros seguirão viagem pelo mar em uma Cavarela de tamanho médio.
Há um capitão que irá conduzir o navio, no entanto o único que conhece o
caminho para a terra sagrada dos Elfos é o Elfo Baranon. O tempo que
todos levarão para chegar é desconhecido. Baranon apenas diz:
“Posso guiá-los certamente, mas não posso garantir que chegaremos com
vida. O caminho para Alfheim fica além das brumas do grande mar.
Normalmente, apenas o grande rei é capaz de atravessar as brumas em
segurança pois ele conhece o caminho secreto. Nós, servidores do grande
rei, pudemos vir por entre as brumas guiados por sua própria filha,
Alfhild, para que pudéssemos cumprir nossa missão de resgatar Lafi. Caso
estejam preparados para os perigos que essa jornada irá trazer, ficarei
honrado em guiá-los até Alfheim, pelo bem de todos nesse mundo.”
PARTE 1 – O GRANDE MAR
O dia está tranquilo. Bons ventos sopram o dia todo, e o navio viaja a
uma velocidade normal. O tempo parece não existir à medida que vocês se
afastam da terra em que outrora estavam. Já não há mais terra à vista,
apenas o grande mar com suas águas escuras em forma de ondas tranquilas.
Uma pequena brisa acaricia seus rostos, aqueles mais ligados à natureza
podem até mesmo ouvir o vento sussurrar palavras de boa sorte. Para
quem nunca vira o mar, a visão era simplesmente indescritível e a
sensação de liberdade era suprema. Mas ao mesmo tempo que o Grande Mar
parecia calmo e inofensivo, suas águas escuras e profundas também
despertavam em seus corações o medo do desconhecido. O tempo passava sem
ser notado e o navio escorregava nas águas que aos poucos começavam a
se agitar. Nuvens ao longe se formavam e escureciam o céu. Sinal de
tempestade. O vento que soprava agora não era mais um sussurro e sim um
grito de aviso. Algo estranho estava modificando o clima da natureza. De
repente, de todos os lados do navio, seres desconhecidos subiram sem
serem notados e estavam olhando-os assustados. Era um grupo de 8
criaturas de tamanho humano, orelhas pontiagudas feito barbatanas e
olhos amendoados que expressavam curiosidade e terror. Suas peles são
azul-acinzentadas como os golfinhos. A cor dos seus cabelos longos era
verde. Vocês puderam perceber que eles vestiam poucas roupas, na
realidade, apenas tangas na parte inferior, feitas de couro de peixe e
fibra de alga-marinha. Entre eles havia 3 criaturas que usavam conchas
na parte superior, conservando os seios nus. Todos com exceção das 3
criaturas femininas seguravam armas diversas, feitas de pedra e partes
de animais marinhos. Eles não reagiram agressivamente, pelo contrário,
quando o líder deles, o que segurava um tridente, encontrou o elfo
Baranon entre vocês ele disse na língua dos elfos aliviado:
“Graças à Deusa Glórienn, estamos salvos.”
E todos abaixaram suas armas.
O eflo do mar, líder da tribo, diz:
“ Estávamos caçando pelas redondezas quando sentimos a presença de uma
força estranha e maligna. Ao nos aproximarmos para investigar fomos
surpreendidos por ...( ele hesita)”
De repente, uma flecha negra
vinda do céu acerta seu ombro, quando todos olham e percebem a presença
de 7 criaturas aladas desconhecidas e em cima delas, cavaleiros negros
portando arco e flechas.
O líder é amparado por seus companheiros e pulam no mar...
O heróis irão enfrentar os guerreiros negros e quando estiver perto do
fim da luta, eles já terão se aproximado do lugar mencionado pelo elfo
do mar o bastante para descobrir o que os estava aguardando.
“
Todos os soldados negros foram derrotados, mas este não era o principal
perigo. Na realidade era apenas uma distração para que o Necromante das
trevas pudesse ter tempo o suficiente de realizar seu ritual macabro. A
invocação do Kracken.”
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