Morte
Morte em tudo e em todos os cantos
Nos cantos mudos e nos mudos prantos
Na dor da perda e na perdida sorte
No amor da vida e na temível morte.
E como saber que é natural
O ato de viver ou de amar
Quando a vida vem ou quando vida vai
Quando agente fica ou quando agente sai
Na náusea errante
Deste desesperado grito
Um som constante na minha alma chora
Neste momento exatamente aqui
Neste lugar ou outro tempo outrora
E como saber que é natural
O ato de viver ou de amar
Quando a vida vem ou quando vida vai
Quando agente fica ou quando agente sai
E na saudade de sentir-se vivo
Lá do além derramarei meus prantos
Na dor da perda e na perdida sorte
No amor da vida e na temível morte.
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