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Nossos heróis chegaram no reinado do sul, onde um dia foi conhecido
como o Reino de Thenorim, agora sob o domínio do novo rei, filho
primogênito que assumira o trono após a morte de seu pai. Theodrin
percebera o quanto o reino de seu irmão estava fadado ao fracasso.
Tantos anos tinham se passado desde que fora banido que não conseguia
reconhecer a terra em que um dia viveu. Seu povo sofria com a pobreza,
miséria e opressão. Guardas reais perambulavam nas ruas da cidade. As
pessoas escondiam-se para não serem torturadas apenas por encará-los.
Zion, Lafi, Bartholomew, Traves e Sirion, o branco, sentiram em seus
corações o apelo desesperado nos olhos dos habitantes daquele lugar.
Theodrim não sabia como reagir. Apenas quando viu uma multidão
aglomerada no centro da praça foi que
voltara a si e questionava-se o que deveria estar acontecendo. Ouviu um
homem, no meio da multidão, tocar um instrumento de cordas e uma canção
de lamento àquele que havia sido condenado a forca. Nossos heróis
chegaram no dia da execução. O bardo cantava:
" Eu vi um cavaleiro
montado em seu cavalo
estava ali parado
estava a esperar
eu vi um cavaleiro
montado em seu cavalo
estava esperando
a morte chegar
Saíste para a batalha
deixando tua a família
pobre cavaleiro
deixaste tua família
pobre cavaleiro
Sabes que não vais voltar
Eu vi um cavaleiro
montado em seu cavalo
estava ali parado
com sua espada na mão
Eu vi um cavaleiro
perdendo o coração
Pobre cavaleiro
deixaste tue amor para trás
pobre cavaleiro
nunca descansará em paz
Saíste para batalha
com fé e esperança
pobre cavaleiro
jamais poderá amar
pobre cavaleiro
Sabes que irás morrer..."
Enquanto o carrasco colocava a corda no pescoço do condenado, o bardo
gritava com dor fazendo-se ouvir por todos que assistiam ao
enforcamento.
" Uma flecha rasante
dilacerou seu peito
perffurando sua alma
e arrancando de ti
a ilusão de vencer..."
O carrasco estava pronto. Agora, era só uma questão de tempo...
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