O telefone
O telefone não toca.
TOCA!
Não toca nunca.
TOCA!
Grita, de repente.
Atendo:
Alô!
Alguém fala.
Quem fala?
Não sei.
Quem é?
Olá!
Oi.
A ligação cai e
O telefone não toca mais.
Diante dele espero.
Não toca.
Espero.
Não toca.
Desisto.
Grita novamente.
Atendo:
Alô!
Ninguém responde.
Alô! Quem fala?
Ninguém diz nada.
És tu, Marcos?
Tu...tu...tu...
Quem era?
Não sei.
Não tocou mais.
Desisti de esperar.
Era noite, então fui dormir.
Sonhei e vi
Marcos morria,
Marcos sofria.
Marcos, onde estás?
Marcos, para aonde foste?
O telefone acordou-me,
Gritando, berrando que Marcos estava morto.
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