Eu sinto a solidão nos olhares frios,
No sorriso triste daqueles que me espiam.
Eu sinto culpa nos meus ombros fracos,
No meu peito aberto pela fina lâmina
Da espada em chamas.
É meu sangue vinho escorrendo lentamente
Pela espada prata do guerreiro negro.
É minha dor aumentando à medida
Que se aprofunda a ferida feita pela mão inimiga.
Quando se morre por dentro
E sustenta-se uma imagem
Pelo o olhar do outro,
Pela indiferença
É mostrar o falso sentir-se bem
É sorrir e não ser feliz.
Ainda não me livrei do espelho.
Ainda não me livrei do reflexo.
Ainda não sou totalmente único
Porque sei que a multiplicidade
Enraíza-se mais na alma humana.
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