sexta-feira, 22 de abril de 2011

Eu sinto a solidão nos olhares frios,

No sorriso triste daqueles que me espiam.

Eu sinto culpa nos meus ombros fracos,

No meu peito aberto pela fina lâmina

Da espada em chamas.

É meu sangue vinho escorrendo lentamente

Pela espada prata do guerreiro negro.

É minha dor aumentando à medida

Que se aprofunda a ferida feita pela mão inimiga.

Quando se morre por dentro

E sustenta-se uma imagem

Pelo o olhar do outro,

Pela indiferença

É mostrar o falso sentir-se bem

É sorrir e não ser feliz.

Ainda não me livrei do espelho.

Ainda não me livrei do reflexo.

Ainda não sou totalmente único

Porque sei que a multiplicidade

Enraíza-se mais na alma humana.

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